A disfunção erétil raramente é só um problema sexual — costuma apontar para algo que merece investigação. O Dr. Fábio Pasqualotto avalia as causas com rigor científico e atendimento sigiloso.
Episódios isolados acontecem com praticamente todos os homens e não configuram diagnóstico. O que merece atenção é a persistência — e ela quase sempre resulta da soma de fatores que precisam ser identificados um a um.
As artérias do pênis têm calibre menor que as do coração. Por isso, alterações na circulação tendem a se manifestar ali antes de aparecerem em qualquer outro lugar — o que transforma o sintoma numa oportunidade de diagnóstico precoce.
Protocolo diagnóstico
Modalidades de tratamento
Terapias regenerativas e minimamente invasivas
Procedimentos realizados em consultório, sem internação, indicados caso a caso depois de identificada a causa — como complemento, e não substituto, do tratamento dos fatores vasculares, metabólicos e hormonais.
É a dificuldade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória. Episódios isolados, ligados a cansaço, álcool ou estresse, são comuns e não configuram diagnóstico — o que merece investigação é a repetição.
Não. Na maioria dos casos há causas físicas envolvidas — vasculares, metabólicas ou hormonais — frequentemente somadas a fatores emocionais. Mesmo quando a origem é física, a ansiedade que se instala depois dos primeiros episódios costuma agravar o quadro.
Pode. As artérias do pênis têm calibre menor que as do coração, e alterações na circulação tendem a se manifestar ali antes de aparecerem em outros lugares. Não é raro que a disfunção erétil anteceda em anos o diagnóstico de hipertensão, diabetes ou doença cardiovascular.
A avaliação inclui histórico clínico detalhado, revisão das medicações em uso, avaliação de fatores de risco cardiovascular, dosagens hormonais como testosterona total e livre e prolactina, e exames de imagem como a ecografia peniana com Doppler quando indicada.
Sim. O tratamento é definido conforme a causa identificada e pode incluir controle de fatores metabólicos e de estilo de vida, ajuste de medicações em uso, correção de alterações hormonais, terapia sexual ou de casal, medicações específicas, ondas de choque, PRP, injeção intracavernosa, toxina botulínica intracavernosa e, em casos selecionados, prótese peniana.
As ondas de choque de baixa intensidade (Li-ESWT) estimulam a formação de novos vasos sanguíneos no tecido erétil e costumam responder melhor na disfunção de causa vascular, em quadros leves a moderados. São sessões ambulatoriais, sem cortes e sem anestesia. A indicação depende da causa identificada na avaliação.
O PRP utiliza um concentrado de plaquetas obtido do sangue do próprio paciente, aplicado no tecido erétil para estimular a regeneração. A toxina botulínica intracavernosa atua relaxando a musculatura lisa e favorecendo o fluxo sanguíneo. São técnicas mais recentes, realizadas em consultório, indicadas em casos selecionados e sempre depois da investigação da causa — não substituem o tratamento dos fatores vasculares, metabólicos e hormonais.
São condições distintas — um homem com disfunção erétil pode ter espermatozoides normais. Mas as duas se cruzam com frequência, já que a dificuldade nas relações interfere na tentativa de gravidez e ambas podem compartilhar a mesma raiz hormonal ou metabólica.
Não. Medicamentos comprados sem receita ou suplementos de composição desconhecida podem interagir de forma perigosa com remédios cardíacos, especialmente nitratos, e mascaram uma causa que segue sem tratamento. O uso exige prescrição e acompanhamento.
Quer entender melhor o tema? Leia o artigo Disfunção erétil: o que ela pode revelar sobre a sua saúde, escrito pelo Dr. Fábio.
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